quarta-feira, 4 de julho de 2007

Chove dinheiro na web 2.0





POR JOHN C. DVORAK




OS INVESTIMENTOS VÃO PARA IDÉIAS GASTADORAS, SEM MODELO DE NEGÓCIO

O software está presente na maior parte das conversas nos Estados Unidos. Os fundos de capital de risco voltaram a pôr dinheiro em tecnologia e em todo tipo de empresa emergente. Muitas – senão a maior parte – vêm do fenômeno web 2.0. A web 2.0 é um termo aparentemente inventado pelo editor Tim O’Reilly – ou pelo menos popularizado por ele. A base da idéia vem das melhorias feitas na web desde a quebra do mercado pontocom em 1999-2001. O’ Reilly redefiniu essas iniciativas e deu-lhes novos nomes. Temos aqui a lista básica das mudanças.

Boa parte é incorreta. Por exemplo, o akamai foi suplantado por uma tecnologia chamada Netil e não pelo bittorrent. O Google comprou a DoubleClik, logo, não deve ser tão ruim.

O fenômeno web 2.0 segue adiante com muitas novas idéias que não foram listadas. A mais comentada é a da Ajax. Essa tecnologia surgiu há alguns anos como modo de exibir interativas. O que ele de fato acrescenta aos sites são menus drop down e outros recursos que raramente funcionam corretamente se redimensionados. Quando o Ajax funciona direito é bem legal, mas a maior parte do tempo ele trabalha pobremente e faz bagunça.

Como fomos do Java (não o JavaScript) ao Ajax do dia para noite, isso me deixou perplexo. Acho que muitas dessas coisas decolam porque parecem legais. O Java soava bem, mas o ajax soa ainda melhor. Assim, todo o mundo está correndo para ajax, apesar de arriscado.

Uma coisa que O’Reilly não mencionou em sua lista foi a mudança da web 1.0 com vídeo da Real Networks para web 2.0 com vídeo do YouTube baseado em Flash.Como se pode esquecer isso?

Os rapazes do capital de risco não esqueceram. Especialmente depois o Youtube se vendeu à Google por 1,6 bilhão de dólares. Agora há 20 ou 30 desses sites de vídeo nos Estados Unidos, todos perdendo dinheiro tão depressa quanto podem. Esse sites beneficiam o usuário final e blogueiros como eu (www.dvorak.org/blog), uma vez que podemos pôr infinitos vídeos na rede, de graça. Com o Real Networks ou algum dos sistemas antigos, custaria fortunas armazenar e reproduzir os vídeos. Agora é gratuito. Assombroso.

Todo dinheiro está fluindo para essas idéias gastadoras exatamente como em 1999. Mas é pior do que antes. Considerando que o único caminho que uma pequena empresa tem que fazer dinheiro é ser comprada por outra, já que o mercado para o IPO está quase morto. Morto por causa de uma lei chamada Sarbanes-Oxley, também conhecida como SOX.

A lei originou-se de algumas práticas corruptas descobertas por volta de 2001, e a idéia era proteger o publico dos escroques. Infelizmente, a lei não protege ninguém de nada. Em vez disso, acrescenta muito absurdo burocrático ao modo como uma empresa mantém seus registros. É tão oneroso que ninguém quer criar uma empresa de capital aberto.
Assim, até que a Sarbanes-Oxley seja revogada, não haverá outro boom de empresas pontocom, e a web 2.0 vai se apagar no esquecimento. E a web 3.0?




Info Exame - Maio 2007




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sábado, 23 de junho de 2007

Bibliotecas online

POR AIRTON LOPES, ANDRÉ CARDOZO, DÉBORA FONTES e LUCIA REGGIANI


BIBLIOTECAS ONLINE
Que não falta é INFORMAÇÃO das enciclopédias interativas.



BENCHMARK DA WEB 2.0

Ninguém resume tão bem o espírito da web 2.0 quanto o Wikipedia. O conteúdo sai do teclado de 75 mil contribuintes ativos. São mais de 7,1 milhões de artigos, em 251 línguas. O esperanto tem, por exemplo, tem 82 mil tópicos. Baseada na licença CFDL (GNU Free Documentation License.), a enciclopédia gerou uma safra de filhotes, do dicionário Wikistionary ao Wikibooks, que traz livros com conteúdo aberto. Tem até Wikispecies, um diretório de espécies, de bactérias a animais. Ligado em citações? Dê uma olhada no Wikiquote. A Wikimedia Commons, por sua vez traz uma biblioteca com 1,4 milhões de arquivos, como fotos, vídeos e sons. EM PORTUGUÊS

Link: http://www.wikipedia.org/

Avaliação técnica: 8,2


PARA LOSTMANÍACOS

O que, de fato, os outros estão fazendo na ilha? Qual a propósito da Dharma? Os mistérios e os personagens que tornaram o seriado Lost uma verdadeira mania povoam paginas da LostPedia, em detalhes. Sim, é uma espécie de Wikipedia integralmente dedicada a esse tema. Não consegue acompanhar todos os episódios? Consulte a linha do tempo e resumo dos capítulos por temporada. Na versão em inglês há cerca de 3 mil artigos. Quase metade do conteúdo já estão traduzidos. EM PORTUGUÊS

Link: http://www.lostpedia.com/

Avaliação técnica: 7,2


TUDO ASSINADO

A proposta da Citizendium é ser uma Wikipedia com o nome e sobre nome dos autores dos textos. Ainda em faze beta, usa a mesma interface, mas tem um objetivo nada modesto: dar um upgrade na sua própria musa inspiradora. O projeto criado por Larry Sanger, que participou da fundação da Wikipedia e se tornou uma dissedente. Por enquanto, há apenas 1.500 artigos – e boa parte deles sem muita profundidade e com raras imagens. EM INGLÊS

http://www.citizendium.org/

Avaliação técnica: 7,0

Matéria em Audio: http://w13.easy-share.com/1241925.html


Info Exame - Maio 2007

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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Bits Verdes

Por LILIAN FERREIRA

O que as empresas de TI andam fazendo para preservar o meio ambiente.

Se 2,5 milhões de carros saíssem das ruas, 12,5 milhões de toneladas de gás carbônico deixariam de ser lançado por ano. É mais ou menos essa a proporção de poluentes que poderia ser evitada se uma nova tecnologia desenvolvida pela dell fosse aplicada a todos os PCs da empresa. O primeiro desktop a entrar nesse conceito é o OptiPlex 745. “Com componentes e design específicos, o PC consome 40% menos do que o modelo anterior, o GX620”, afirma Vinicius Arosi, gerente de planejamento de negócios da Dell.

Em tempos de aquecimento global, a chamada tecnologia verde entrou para o dia-a-dia das empresas de TI. A ordem é diminuir os componentes químicos perigosos, ter produtos com maior vida útil e reciclar. Um exemplo é o selo Energy Star, criado pela EPA (Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos Estados Unidos) para incentivar o uso eficiente de energia. A HP, uma das empresas que aderiu ao sistema, anunciou PCs com um consumo de energia até 80% menor.

A Motorola está redesenhando todos os seus carregadores de aparelhos e acessórios para serem qualificados ao Energy Star. A Nokia possui três modelos certificados. Até 2008, todos os novos aparelhos terão o selo. Além disso, a empresa aderiu à tecnologia de transmissão de dados WIBREE, (Tecnologia sem fio projetada para dispositivos de pequeno porte.) que consome menos bateria.

A eliminação de compostos químicos poluentes é o ponto principal dos Guia dos Eletrônicos Mais Verdes, do Greenpeance, um ranking com as empresas menos agressivas ao ambiente. Na última edição, a numero 1 é a Lenovo, que já chegou a ser lanterninha. Passou à frente da Nokia, a segunda. “Estamos em um processo avançado de eliminação de Retardadores de Chamas Brominados (RFB)”, diz José Orozco, gerente de políticas ambientais da Nokia para a América Latina. A empresa não emprega mais RFB nos novos circuitos impressos dos telefones celulares e, desde 2006, nenhum produto contém PVC.

A Motorola, por sua vez, investe em pesquisas no Brasil para diminuir componentes químicos. “Os produtos fabricados no país são isentos de metais pesados como chumbo, mercúrio, cádmio, cromo e retardantes a base de bromo”, diz Luiz Ceolato, diretor de área de meio ambiente da Motorola.

Reciclar é Preciso: Boa parte das empresas de TI têm iniciativa de reciclagem de baterias e produtos. “A HP já reciclou 34 mil toneladas de cartuchos e usa materiais reciclados em seus produtos”, afirma Kami Saindi, diretor de operações da HP para o Mercosul. E até atitudes simples podem significar ganhos. “Em 2006, a IBM conseguiu reciclar 85% de seus resíduos, economizar 5,72% de energia elétrica e 14% de recursos hídricos com atitudes como apagar as luzes ou fechar as torneiras”, diz João Luís Bianchini, coordenador de meio ambiente da IBM Brasil. Na Dell, todo o papel utilizado é reciclado e há uso de água de poços artesianos.

Matéria em Audio: http://w12.easy-share.com/1234569.html

Info Exame - Maio 2007

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quarta-feira, 20 de junho de 2007

É hora de entrar no Second Life?

Mundo digital vira febre entre as grandes empresas

POR ANDRÉ CARDOZO


Da plataforma, de entrada você observa as placas de vídeo trabalhando em paralelo. Depois de subir alguns degraus, olha bem de pertinho cada detalhe dos pentes de memória, espetados na placa mãe. A seguir, para o processador. Para chegar até ele, você atravessa os ventiladores e afasta o dissipador com um gesto. Por fim de cara com a CPU.

O desejo de enxergar as entranhas de um computador de um ponto de vista liliputiano já que pode ser realizado. Não nessa vida, mas em outra. O computador gigante da Dell no Second Life é uma das atrações da gigantescas instalações da empresa no ambiente virtual. Há também uma fábrica de PCs até o quarto de Michael Dell, surpreendentemente recheado de pôsteres das bandas The police e ZZ Top.

A Dell é apenas uma entre as muitas grandes empresas que financiam terreno no Second Life. A lista é longa inclui lista como Fiat, Volkswagen, Adidas e IBM. Elas estão de olho em um universo de 5,7 milhões de habitantes, dos quais 1,6 milhões são considerados ativos ou seja, acessam o serviço em um período de 60 dias.

Como acontece com outros serviços de comunidade, como orkut e youtube, a presença de brasileiros no Second Life é grande. Somos o quarto maior país em números de habitantes, com cerca de 200 mil usuários cadastrado. Essa população deve aumentar com a recém lançada versão do Second Life Brasil, no ar desde o dia 23 de abril. É a primeira versão localizada em metaverso habitantes e nasceu preparada para ações de marca. “Temos algumas ilhas com perfil mais comercial e outras mais residenciais. As empresas escolhem o que combina mais com sua estratégia”, diz Emiliano de Castro, diretor de Marketing do Second Life Brasil. Ele cita ainda a capacidade de medir quantos usuários interagiram com determinado objeto como outro atrativo para ações de marketing no Second Life.

Rave Virtual: A interação é uma das características principais das ações da Nokia, uma das primeiras empresas no Brasil a investir forte no Second Life. Em fevereiro, ele promoveu um show virtual do DJ inglês Fatboy Slim que atraiu cerca de 800 pessoas. Em seguida distribuiu versões virtuais dos aparelhos 5200 e N37. Com os celulares virtuais, era possível enviar fotos para aparelhos de verdade. “A inovação é um atributo do Second Life que nos chamou a atenção. Mesmo não sendo muitos em números absolutos, os usuários do Second Life tem a característica de Trendsetter, ou seja, tem a capacidade de espalhar conceitos e idéias”, explica Craig Webter, diretor de Web Marketing da Nokia para a América Latina.

Tem Até Banco: A características de inovação e modernidade do Second Life também foram importantes para o Unibanco, que tem agência virtual no metaverso. “Acreditamos que o Second Life tem potencial para ser mais do que apenas uma brincadeira”, diz Fernando Malta, diretor de canais e CRM do banco. Para ele, as empresas tem ações de marca no Second Life ainda estão aprendendo a lidar com essa nova plataforma. “Vamos aprendendo à medida que observamos quem visita a agência e como se comporta”, afirma.

O Bradesco optou por uma abordagem diferente. Em vez de criar uma agência, espalhou relógios pelas ruas do metaverso. Além da hora do Second Life, eles marcam o horário do Brasil, com base no fuso de Brasília. “Tomamos o cuidado de expor a marca sem que ela se tornasse muito invasiva”, diz Luca Cavalcanti, diretor de marketing do Bradesco. De acordo com o executivo, o banco encara com cautela o investimento no Second life. “O Second Life ocupa uma parte pequena dentro de nosso orçamento de publicidade em Internet, que é de cerca de 10 milhões de reais por ano. Como toda nova mídia, existe um período de maturidade”, afirma.

Os Obstáculos: E quem não tem o fôlego financeiro de uma grande empresa? Deve apostar no Second Life? Para Abel Reis, vice-presidente de operações da Agencia click, a resposta é sim. Mas ele adverte que alguns cuidados devem ser tomados. “Se a campanha for muito estática e não chamar a atenção pode ficar perdida no meio de tanto conteúdo criado por usuários”, diz. Segundo ele, ações bem-sucedidas devem explorar as possibilidades de engajamento por parte do internauta, uma das principais virtudes do Second Life. O raciocínio dos Reis vai ao encontro dos resultados de um levantamento realizado pela empresa Alemã Komjuniti, filiada ao Brand Science Institute, organização especializada em pesquisas na área de gerenciamento de marca. A empresa entrevistou 200 habitantes do Second Life. E os resultados não são animadores para as empresas. Setenta e dois por cento dos entrevistados declararam estar insatisfeitos com as ações das empresas da Second Life. Entre as principais queixas está a falta de interatividade. Para o editor da Komjuniti, Nils Andres, a badalação em torno do Second Life elevou as expectativas dos usuários a um nível ainda inatingível pela tecnologia. Emfim, ainda estamos aprendendo.

Servidores abertos: A recente decisão da Linden Labs de abrir o código-fonte pode inaugurar uma nova fase no metaverso. “A escalabilidade do modelo atual é difícil, pois a infra-estrutura cresce a medida que novos usuários conhecem o serviço”, diz Abel Reis, da Agência Click. Com a abertura do código, outras empresas poderão montar seus servidores. Assim, a Linden parte para um modelo de arquitetura distribuída.

Matéria em Audio: http://w13.easy-share.com/1230486.html

Info Exame - Maio 2007

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domingo, 17 de junho de 2007

Widgets

POR AIRTON LOPES, ANDRÉ CARDOZO, DÉBORA FONTES e LUCIA REGGIANI

ENGENHOCAS LEGAIS
Os Widgets podem rodar direto no site do serviço ou irem ao desktop e ao blog.

PARA FIREFOX

Os miniaplicativos do Youminis rodam direto da pagina do serviço ou em qualquer outra, outra usando um plug-in para o Firefox. Há 55 opções no serviço e, com suporte a RSS, é possível usar qualquer feed como um widget. Entre as opções estão jogos, fotos do Flickr e novas mensagens em webmails (como Gmail, Hotmail e Yahoo! Mail). Mas ficou faltando um miniaplicativo para mostrar os dados de uma agenda online, como o google Calendar. Dá para usar os widgets do YourMinis no desktop, com o pacote da Adobe, o Apollo. EM INGLÊS

Link Download: www.info.abril.com.br/download/4820.shtml

Avaliação Técnica: 7,7



WIDGETS MADE-IN-GOOGLE

Prontos para entrar em paginas web e blogs, os miniaplicativos do Google Gadgets tem temas dos mais variados, com quase 5300 opções. Vão desde jogos e curiosidades (como um widgets que alterna ilusões de óptica) até opções poderosas com integração com o Google Calendar e miniaplicativos que funcionam como clientes de mensagens instantâneas. Para cada widgets, é possível fazer configuração simples, mudando o visual e o tamanho de exibição na página ou blog. EM PORTUGUÊS

Link Download: www.google.com/ig/directory?synd=open

Avaliação Técnica: 7,7


VERDINHAS NO BLOG

No mesmo estilo de Google Gadgets, os miniaplicativos do Widgetbox são feitos para publicação em paginas web e blogs. Não há tantas opções quanto as do Google, mas existem categorias diferentes. Uma delas é a Money Makers. São widgets feitos para gerar dinheiro como o blog, seja por doações dos visitantes, seja por propagandas. Outro ponto forte do Widgets é o recurso Blidget, que transforma um blog em um miniaplicativo. EM INGLÊS

Link Download: http://www.widgetbox.com/

Avaliação Técnica: 7,4

Matéria em Audio: http://w13.easy-share.com/1245423.html

Info Exame - Maio 2007

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sábado, 16 de junho de 2007

O Mac OS Mostra os dentes




POR JOHN C. DVORAK

À medida que se aproxima o lançamento do Windows Vista, as pessoas vão começar a questionar se continuar com o Windows é a melhor opção. Apesar da suas limitações, o Windows roda em mais de 80% dos micros. Mas a Microsoft tem sido lenta em seu desenvolvimento, enquanto o Linux continua melhorando, e o vistoso Mac OS está sendo portado para a arquitetura x86.

É esse porte de Mac OS para x86 que pode atingir a Microsoft. Ainda que a Apple negue que vá liberar o sistema para uso em qualquer coisa que não seja um Macintosh, algum hacker vai rapidamente resolver esse problema. Se a Apple não vender o Mac OS para PCs genéricos, o software vai se pirateado e distribuído por caminhos alternativos. É assim que a próxima batalha entre Mac, Windows e Linux será travada – provavelmente na Malásia, onde o software pirateado é vendido em shopping centers. Lá, qualquer programa pode ser adquirido a 1 dólar por cd.

Tive uma experiência divertida, anos atrás, quando dava palestras em Jacarta, na Indonésia, e em Kuala Lumpur, na Malásia. Em cada apresentação, eu perguntava quem usava Linux ali. Um em cada 500 pessoas, talvez, levantava a mão. Percebi que, como o software sai de graça para eles. Os usuários escolhiam sem importar com o preço ou tendências da moda. Num sistema operacional, um dos méritos é a disponibilidade de aplicativos. Por isso, a escolha esmagadora era o Windows. Depois conclui que, naquela parte do mundo, onde têm surgido muitos programadores, a melhor política, para Microsoft, é ignorar a pirataria. Assim, ela pode evitar que o Linux conquiste uma posição significativa. Pirataria como estratégia de marketing não é novidade. Nos tempos do MS-DOS, o processador de textos mais conhecido era o WordStar. Ele era pirateado ao extremo e tornou-se líder do mercado. Logo, essa pratica funciona, mas nenhuma empresa admite isso.

Essa estratégia talvez não dê certo com o Mac OS. Ele tem mais aplicativos voltados para o usuário final que o Linux. E é muito mais elegante e charmoso que o Windows. Se o Mac OS para x86 chegar ao sudeste Asiático a 1 dólar por CD, ele vai espalhar rapidamente. E claro, também haverá um Office para o Mac OS, da Microsoft, a 1 dólar por CD, além de outros aplicativos. A Microsoft não vai falir de repente, mas ela pode perder parte de seu negócio. A única chance de ela evitar isso é fazer um sistema operacional convincente. Mas cada vez que leio sobre o Windows Vista fico sabendo que algum dos recursos prometido foi cancelado. Parece até que não sobrou ninguém lá capaz de fazer coisas avançadas.

Tenho conversado com ex-funcionários da Microsoft sobre isso. Eles concordam que a empresa anda devagar. Dizem que a razão é a falta de bons gerentes. O sistema de recompensas que premia os melhores profissionais não esta funcionando bem. Acho que a culpa é dos aplicativos de recursos humanos que vêm sendo adotados. Os processos de avaliação tendem a favorecer os funcionários mais disciplinados – não os mais criativos. Ale disso, muitos programadores da Microsoft se tornaram milionários e, agora, só querem mandar. Mas muitos deles não têm talento para liderar pessoas. A Apple não tem estado muito melhor do que isso, mas tem conseguido se manter inovadora. Veremos o que vai acontecer quando todos esses sistemas operacionais estiverem disponíveis. Por enquanto, prefiro investir meu dinheiro num micro com Mac OS rodando aplicativos da Microsoft e acessando servidores Linux. Cada fornecedor fica com um pedaço desse bolo.

Matéria em Audio: http://w13.easy-share.com/1230391.html

Info Exame - Agosto 2005

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quinta-feira, 14 de junho de 2007

A história gravada em gigabytes




POR DAGOMIR MARQUEZI

Os historiadores do futuro poderão reconstruir nosso presente na base do mamão com açúcar. Vai ser uma moleza

Você talvez nunca tenha ouvido falar em Franz Joseph Haydn. Ele nasceu numa aldeia da Áustria em 1732. Por razões históricas (algumas bem injustas). Haydn anda meio esquecido hoje em dia. Mas nos seus 77 anos de vida ele revolucionou a história da música. Foi um dos criadores desse gênero musical que hoje chamamos de sinfonia. Haydn viveu numa época musicalmente tão rica que cantou quando menino no funeral de Vivaldi foi amigo e parceiro de Wolfgang Amadeus Mozart e professor de um garoto rebelde chamado Ludwig van Beethoven.

Estou lendo há anos a maior biografia já escrita sobre ele: Haydn Chonicle and Works, de Robbins Landon. São mais de 3 mil páginas em cinco volumes. Você acompanha a vida do compositor por meio de artigos de jornais, trechos de cartas, recibos assinados pro príncipes e diários pessoais. Pois assim se registrava a vida na segunda metade do século 18: papel, papel e só papel. A Maior parte do que foi registrado queimou, molhou, embolorou, virou pó. O que pôde ser salvo ficou ainda mais valioso.

Transporte-se, por exemplo, para o dia 2 de fevereiro de 1795. Haydn em pessoa está regendo a orquestra no palco do King´s Theater, em Londres. Apresenta pela 1ª vez uma de suas mais brilhantes e surpreendentes composições, a sinfonia 96. Ao fim do ultimo acorde, o publico esta tão encantado com a musica que se levanta de suas cadeiras e se aproxima do palco para ver o gênio de perto. Eis que um grande lustre despenca do teto no meio da platéia. Passando o susto, alguém grita: “Milagre! Milagre!” Se Haydn não despertasse tanta admiração, se as pessoas aplaudissem em seus lugares, haveria muitos mortos. “Milagre!” Esse virou o apelido da Sinfonia 96.

Agora de um salto em 210 anos. Estamos em 2005, e eu leio o imenso livro de Robbins Landon que não existe um único registro oficial desse fato. Nada. Zero. Apenas o registro oral, passado de geração em geração. Até o livro. O que me faz pensar: como os historiadores de daqui a 100 anos vão reconstruir nossa época? Terão a mesma dificuldade? Bom, depende. Podemos realizar a tão adiada grande guerra global termonuclear. Ou um meteoro grandão pode cair aqui e causar um estrago irreversível.

Mas tirado as catástrofes apocalípticas tudo indica que os historiadores do futuro poderão reconstruir nosso presente na base do mamão com açúcar. Vai ser uma moleza. E por uma questão tecnológica. Quem acompanhar a evolução dos computadores sabe que já tivemos vários “booms”. O atual é o armazenamento de dados.

Cada vez mais barato e capaz. Digo isso no dia em que encomendei meu HD de 120 GB. Se quebrar, já tirei cópias em CD. Espalhei os documentos de 10 GB em contas gratuitas do Gmail. Carrego um memory stick de 256 MB. Tenho drive de smartcard, a memória do meu Palm. Logo mais teremos todos gravadores de DVD, alem de HDs portáteis. É praticamente impossível perder os arquivos, a não ser que se marque bobeira demais.

O historiador de 2015 poderá encontrar uma quantidade tão imensa de informação digital de nossos tempos que será capaz de reconstituir nossa vida com detalhes preciosos. O mais difícil será processar tantos dados. Se hoje o registro detalhado de um único dia na vida de Joseph Haydn é raro, nossos observadores em um século poderão decifrar nossos movimentos em blogs. Planilhas, diálogos do Menssenger, fotos, Playlists.

Só tem um aspecto que me incomoda. É a sensação intima e subjetiva que em humanidade piorou desde os tempos de Vivaldi, Mozart, Beethoven e Haydn. E quanto mais capacidade de registro temos ao nosso alcance, menos temos a registrar de realmente importante.

Matéria em audio: http://w13.easy-share.com/1223141.html

Info Exame - Agosto 2005

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quarta-feira, 13 de junho de 2007

Cada musica em seu lugar



POR ANDRE CARDOZO E SILVIA BALIEIRO
O itunes 7.1.1, da Apple, fornece bons recursos para organizar grandes coleções de musica.Alem de criar uma biblioteca interna, ele tem a vantagem de criar e apagar diretórios no disco rígido de acordo com as informações inseridas no programa.


Quando é iniciado pela primeira vez, o iTunes pergunta se você quer que o programa gerencie as pastas de musicas. Escolha a opção Keep iTunes Folder Organized para ativar o recurso. Se você já tem o iTunes instalado, acesse o menu Edit/Preferences, e, na aba Advanced, marque a caixa keep iTunes Music Folder Organized,
Depois, vá até o Windows Explorer E mova todas as pastas com a música para diretório Meus Documentos\Minhas Músicas\iTunes\Itunes Music.Não se preocupe em renomear diretórios ou mover arquivos. A seguir, no itunes, acesse o menu File/Add folder to library, selecione a pasta iTunes Music e clique OK.Pronto O iTunes adiciona as músicas à biblioteca e, melhor, cria e apaga e apaga pastas do sistema operacional para organizar as músicas, seguindo o padrão artista/álbum. Para Conferir o resultado da faxina, abra o Windows Explorer e vá até a pasta iTunes. Agora, suas músicas estão distribuídas em diretórios para cada artista e, dentro deles, para cada álbum.

Lembre-se de que, para organizar as pastas, o iTunes se baseia nos metadados dos arquivos de música. Por isso, se alguns deles não estão com as informações corretas, serão jogados em pastas erradas ou simplesmente no diretório de artista desconhecido (Unknown Artist). Para configurar os metadados de suas músicas no iTunes. Clique com o botão direito sobre a musica desejada e escolha a opção Get Info. A seguir, clique na aba Info e preencha os dados de nome do artista e álbum. Clique em OK. Com os dados preenchidos corretamente, a música será movida para a pasta correspondente do sistema operacional. Você pode selecionar mais de uma música, usando as teclas Ctrl e Shift, se quiser incluir o mesmo tipo de informação, como nome do artista ou álbum, para canções diferentes. Para facilitar a organização das músicas no iTunes, você pode acionar o browser do programa, por meio do atalho Ctrl+B.Ele mostra painéis com a classificação de musicas por artista, gênero e álbum, agilizando o acesso ás canções.

Download aqui: www.info.abril.com.br/download/3521.shtml

Info Exame - Agosto 2005

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