Mundo digital vira febre entre as grandes empresas
POR ANDRÉ CARDOZO
Da plataforma, de entrada você observa as placas de vídeo trabalhando em paralelo. Depois de subir alguns degraus, olha bem de pertinho cada detalhe dos pentes de memória, espetados na placa mãe. A seguir, para o processador. Para chegar até ele, você atravessa os ventiladores e afasta o dissipador com um gesto. Por fim de cara com a CPU.
O desejo de enxergar as entranhas de um computador de um ponto de vista liliputiano já que pode ser realizado. Não nessa vida, mas em outra. O computador gigante da Dell no Second Life é uma das atrações da gigantescas instalações da empresa no ambiente virtual. Há também uma fábrica de PCs até o quarto de Michael Dell, surpreendentemente recheado de pôsteres das bandas The police e ZZ Top.
A Dell é apenas uma entre as muitas grandes empresas que financiam terreno no Second Life. A lista é longa inclui lista como Fiat, Volkswagen, Adidas e IBM. Elas estão de olho em um universo de 5,7 milhões de habitantes, dos quais 1,6 milhões são considerados ativos ou seja, acessam o serviço em um período de 60 dias.
Como acontece com outros serviços de comunidade, como orkut e youtube, a presença de brasileiros no Second Life é grande. Somos o quarto maior país em números de habitantes, com cerca de 200 mil usuários cadastrado. Essa população deve aumentar com a recém lançada versão do Second Life Brasil, no ar desde o dia 23 de abril. É a primeira versão localizada em metaverso habitantes e nasceu preparada para ações de marca. “Temos algumas ilhas com perfil mais comercial e outras mais residenciais. As empresas escolhem o que combina mais com sua estratégia”, diz Emiliano de Castro, diretor de Marketing do Second Life Brasil. Ele cita ainda a capacidade de medir quantos usuários interagiram com determinado objeto como outro atrativo para ações de marketing no Second Life.
Rave Virtual: A interação é uma das características principais das ações da Nokia, uma das primeiras empresas no Brasil a investir forte no Second Life. Em fevereiro, ele promoveu um show virtual do DJ inglês Fatboy Slim que atraiu cerca de 800 pessoas. Em seguida distribuiu versões virtuais dos aparelhos 5200 e N37. Com os celulares virtuais, era possível enviar fotos para aparelhos de verdade. “A inovação é um atributo do Second Life que nos chamou a atenção. Mesmo não sendo muitos em números absolutos, os usuários do Second Life tem a característica de Trendsetter, ou seja, tem a capacidade de espalhar conceitos e idéias”, explica Craig Webter, diretor de Web Marketing da Nokia para a América Latina.
Tem Até Banco: A características de inovação e modernidade do Second Life também foram importantes para o Unibanco, que tem agência virtual no metaverso. “Acreditamos que o Second Life tem potencial para ser mais do que apenas uma brincadeira”, diz Fernando Malta, diretor de canais e CRM do banco. Para ele, as empresas tem ações de marca no Second Life ainda estão aprendendo a lidar com essa nova plataforma. “Vamos aprendendo à medida que observamos quem visita a agência e como se comporta”, afirma.
O Bradesco optou por uma abordagem diferente. Em vez de criar uma agência, espalhou relógios pelas ruas do metaverso. Além da hora do Second Life, eles marcam o horário do Brasil, com base no fuso de Brasília. “Tomamos o cuidado de expor a marca sem que ela se tornasse muito invasiva”, diz Luca Cavalcanti, diretor de marketing do Bradesco. De acordo com o executivo, o banco encara com cautela o investimento no Second life. “O Second Life ocupa uma parte pequena dentro de nosso orçamento de publicidade em Internet, que é de cerca de 10 milhões de reais por ano. Como toda nova mídia, existe um período de maturidade”, afirma.
Os Obstáculos: E quem não tem o fôlego financeiro de uma grande empresa? Deve apostar no Second Life? Para Abel Reis, vice-presidente de operações da Agencia click, a resposta é sim. Mas ele adverte que alguns cuidados devem ser tomados. “Se a campanha for muito estática e não chamar a atenção pode ficar perdida no meio de tanto conteúdo criado por usuários”, diz. Segundo ele, ações bem-sucedidas devem explorar as possibilidades de engajamento por parte do internauta, uma das principais virtudes do Second Life. O raciocínio dos Reis vai ao encontro dos resultados de um levantamento realizado pela empresa Alemã Komjuniti, filiada ao Brand Science Institute, organização especializada em pesquisas na área de gerenciamento de marca. A empresa entrevistou 200 habitantes do Second Life. E os resultados não são animadores para as empresas. Setenta e dois por cento dos entrevistados declararam estar insatisfeitos com as ações das empresas da Second Life. Entre as principais queixas está a falta de interatividade. Para o editor da Komjuniti, Nils Andres, a badalação em torno do Second Life elevou as expectativas dos usuários a um nível ainda inatingível pela tecnologia. Emfim, ainda estamos aprendendo.
Servidores abertos: A recente decisão da Linden Labs de abrir o código-fonte pode inaugurar uma nova fase no metaverso. “A escalabilidade do modelo atual é difícil, pois a infra-estrutura cresce a medida que novos usuários conhecem o serviço”, diz Abel Reis, da Agência Click. Com a abertura do código, outras empresas poderão montar seus servidores. Assim, a Linden parte para um modelo de arquitetura distribuída.
Matéria em Audio: http://w13.easy-share.com/1230486.html
Info Exame - Maio 2007
Todo conteúdo deste blog foi retirado da Internet, eu apenas publico-os .Não me responsabilizo, em hipótese alguma, pelo mau uso deste conteúdo
quarta-feira, 20 de junho de 2007
É hora de entrar no Second Life?
Postado por
sékulo 21
às
21:15
Marcadores: Tendencia.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
interessante cara
vc deve ficar o dia todo procurando reportagens neh hehehe
abraço
http://paralelocruzado.zip.net/
ATUALIZADO!!!!
Postar um comentário