
POR JOHN C. DVORAK
OS INVESTIMENTOS VÃO PARA IDÉIAS GASTADORAS, SEM MODELO DE NEGÓCIO
O software está presente na maior parte das conversas nos Estados Unidos. Os fundos de capital de risco voltaram a pôr dinheiro em tecnologia e em todo tipo de empresa emergente. Muitas – senão a maior parte – vêm do fenômeno web 2.0. A web 2.0 é um termo aparentemente inventado pelo editor Tim O’Reilly – ou pelo menos popularizado por ele. A base da idéia vem das melhorias feitas na web desde a quebra do mercado pontocom em 1999-2001. O’ Reilly redefiniu essas iniciativas e deu-lhes novos nomes. Temos aqui a lista básica das mudanças.
Boa parte é incorreta. Por exemplo, o akamai foi suplantado por uma tecnologia chamada Netil e não pelo bittorrent. O Google comprou a DoubleClik, logo, não deve ser tão ruim.
O fenômeno web 2.0 segue adiante com muitas novas idéias que não foram listadas. A mais comentada é a da Ajax. Essa tecnologia surgiu há alguns anos como modo de exibir interativas. O que ele de fato acrescenta aos sites são menus drop down e outros recursos que raramente funcionam corretamente se redimensionados. Quando o Ajax funciona direito é bem legal, mas a maior parte do tempo ele trabalha pobremente e faz bagunça.
Como fomos do Java (não o JavaScript) ao Ajax do dia para noite, isso me deixou perplexo. Acho que muitas dessas coisas decolam porque parecem legais. O Java soava bem, mas o ajax soa ainda melhor. Assim, todo o mundo está correndo para ajax, apesar de arriscado.
Uma coisa que O’Reilly não mencionou em sua lista foi a mudança da web 1.0 com vídeo da Real Networks para web
2.0 com vídeo do YouTube baseado em Flash.Como se pode esquecer isso?
Os rapazes do capital de risco não esqueceram. Especialmente depois o Youtube se vendeu à Google por 1,6 bilhão de dólares. Agora há 20 ou 30 desses sites de vídeo nos Estados Unidos, todos perdendo dinheiro tão depressa quanto podem. Esse sites beneficiam o usuário final e blogueiros como eu (www.dvorak.org/blog), uma vez que podemos pôr infinitos vídeos na rede, de graça. Com o Real Networks ou algum dos sistemas antigos, custaria fortunas armazenar e reproduzir os vídeos. Agora é gratuito. Assombroso.
Todo dinheiro está fluindo para essas idéias gastadoras exatamente como em 1999. Mas é pior do que antes. Considerando que o único caminho que uma pequena empresa tem que fazer dinheiro é ser comprada por outra, já que o mercado para o IPO está quase morto. Morto por causa de uma lei chamada Sarbanes-Oxley, também conhecida como SOX.
A lei originou-se de algumas práticas corruptas descobertas por volta de 2001, e a idéia era proteger o publico dos escroques. Infelizmente, a lei não protege ninguém de nada. Em vez disso, acrescenta muito absurdo burocrático ao modo como uma empresa mantém seus registros. É tão oneroso que ninguém quer criar uma empresa de capital aberto.
Assim, até que a Sarbanes-Oxley seja revogada, não haverá outro boom de empresas pontocom, e a web 2.0 vai se apagar no esquecimento. E a web 3.0?
O software está presente na maior parte das conversas nos Estados Unidos. Os fundos de capital de risco voltaram a pôr dinheiro em tecnologia e em todo tipo de empresa emergente. Muitas – senão a maior parte – vêm do fenômeno web 2.0. A web 2.0 é um termo aparentemente inventado pelo editor Tim O’Reilly – ou pelo menos popularizado por ele. A base da idéia vem das melhorias feitas na web desde a quebra do mercado pontocom em 1999-2001. O’ Reilly redefiniu essas iniciativas e deu-lhes novos nomes. Temos aqui a lista básica das mudanças.
Boa parte é incorreta. Por exemplo, o akamai foi suplantado por uma tecnologia chamada Netil e não pelo bittorrent. O Google comprou a DoubleClik, logo, não deve ser tão ruim.
O fenômeno web 2.0 segue adiante com muitas novas idéias que não foram listadas. A mais comentada é a da Ajax. Essa tecnologia surgiu há alguns anos como modo de exibir interativas. O que ele de fato acrescenta aos sites são menus drop down e outros recursos que raramente funcionam corretamente se redimensionados. Quando o Ajax funciona direito é bem legal, mas a maior parte do tempo ele trabalha pobremente e faz bagunça.
Como fomos do Java (não o JavaScript) ao Ajax do dia para noite, isso me deixou perplexo. Acho que muitas dessas coisas decolam porque parecem legais. O Java soava bem, mas o ajax soa ainda melhor. Assim, todo o mundo está correndo para ajax, apesar de arriscado.
Uma coisa que O’Reilly não mencionou em sua lista foi a mudança da web 1.0 com vídeo da Real Networks para web
Os rapazes do capital de risco não esqueceram. Especialmente depois o Youtube se vendeu à Google por 1,6 bilhão de dólares. Agora há 20 ou 30 desses sites de vídeo nos Estados Unidos, todos perdendo dinheiro tão depressa quanto podem. Esse sites beneficiam o usuário final e blogueiros como eu (www.dvorak.org/blog), uma vez que podemos pôr infinitos vídeos na rede, de graça. Com o Real Networks ou algum dos sistemas antigos, custaria fortunas armazenar e reproduzir os vídeos. Agora é gratuito. Assombroso.
Todo dinheiro está fluindo para essas idéias gastadoras exatamente como em 1999. Mas é pior do que antes. Considerando que o único caminho que uma pequena empresa tem que fazer dinheiro é ser comprada por outra, já que o mercado para o IPO está quase morto. Morto por causa de uma lei chamada Sarbanes-Oxley, também conhecida como SOX.
A lei originou-se de algumas práticas corruptas descobertas por volta de 2001, e a idéia era proteger o publico dos escroques. Infelizmente, a lei não protege ninguém de nada. Em vez disso, acrescenta muito absurdo burocrático ao modo como uma empresa mantém seus registros. É tão oneroso que ninguém quer criar uma empresa de capital aberto.
Assim, até que a Sarbanes-Oxley seja revogada, não haverá outro boom de empresas pontocom, e a web 2.0 vai se apagar no esquecimento. E a web 3.0?
Info Exame - Maio 2007
3 comentários:
é novo eese log ??
se for esta otimo pro começo
Olha, trabalho com web 2 e não estou vendo tanto dinheiro assim .. Mais acho que a internet esta mais democratica...
boa sorte no seu blog
caso precise estou a disposição
é só me mandar um e-mail
Olá, estou visitando seu blog pela primeira vez e percebi que têm bastante publicidade e conteúdo a respeito de mercado, economia e dinheiro. A primeira vista, me parece que o perfil do seu leitor se encaixa, neste produto.
O que acharia de ganhar o equivalente a muitos cliques, com apenas um clique, vendendo cursos, de altíssima qualidade, baratos (á partir de R$ 20,00)e com certificado?
Estou tendo uma experiência muito positiva, fazendo isso, caso tenha interesse, ela está narrada (com comprovação) no meu site: : http://vendacursosonline.blogspot.com/
Att.
Bruno
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